Procuradoria da Mulher realiza painel sobre Feminicídio e violência contra a mulher
No dia 20 de novembro começou mais uma importante Campanha dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A iniciativa foi criada em 1991, por 23 feministas de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), nos EUA, trata-se de mobilização mundial educativa e preventiva, que luta pela erradicação de quaisquer tipos de violência e pela garantia dos Direitos Humanos das mulheres.
O movimento ocorre em 159 países, com início no dia 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) e se encerra no dia 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos.
A Procuradoria da Mulher no legislativo santo-angelense sempre atenta às questões sociais, principalmente no que diz respeito à violência contra mulher se faz presente nesta importantíssima campanha dos 21 dias de ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher oportunidade em que, promoveu na última quarta-feira, 30, no plenário da Câmara de Vereadores um painel de trabalho tendo como tema: Os Tipos de Violência e Medidas de Enfrentamento e prevenção ao Feminicídio. Em pauta assuntos relacionados a violência contra Mulher e o lugar da mulher na sociedade. A Vereadora, Psicóloga e Procuradora da Mulher, Simone Vargas Lunkes (PDT), mediou os trabalhos. O encontro contou com a presença de profissionais especialistas na área de defesa dos direitos da Mulher como a Promotora de Justiça, Dra. Fernanda Broll e a Defensora Pública, Dra. Angelita Maders. Durante o encontro que foi transmitido ao vivo pelo Facebook da Câmara Municipal de Vereadores e está disponível no endereço: https://www.facebook.com/camara.de.santoangelo/, foram debatidos os tipos de violência e medidas de enfrentamento e prevenção ao feminicídio, e quaisquer outras formas de violência contra a mulher.
A Promotora de Justiça, Dra. Fernanda Broll, explanou sobre as dificuldades , o enfrentamento e a capacidade de resposta do Ministério público frente às situações que envolvem violência contra a mulher, destacando o papel fundamental da rede de proteção de combate a violência e o trabalho em conjunto dos diversos órgãos públicos, oferecendo não só proteção e punição aos agressores, como também a busca incessante por soluções e caminhos para que a mulher vítima de violência tanto física, moral ou patrimonial, receba a melhor assistência que o estado pode oferecer, proporcionando condições para que possa se restabelecer e sair o mais rapidamente possível das situações de vulnerabilidade, que em muitas ocasiões pode estar acontecendo por dependência financeira, emocional ou até em função dos filhos, e não raras vezes sustentando um relacionamento tóxico que pode escalar para problemas muito mais graves como o feminicídio, por exemplo. Fernanda também destacou a existência de inúmeros dispositivos e ações que integram a Lei Maria Da Penha, e que buscam acolher as mulheres vítimas de violência, tanto na questão da proteção quanto na garantia de direitos, sejam eles patrimoniais, psicológicos, e de forma concomitante no que diz respeito a guarda compartilhada ou não dos filhos em caso de dissolução do relacionamento ou até questões envolvendo medidas protetivas.
Já a Defensora Pública, Dra. Angelita Maders, abordou a questão da violência doméstica como uma problemática constante na sociedade atual, um fenômeno que atinge a todas as classes sociais. Angelita destacou o trabalho árduo da Defensoria pública e demais instituições na luta em prol da preservação da vida e a garantia dos direitos da mulher vítima de violência, segundo a defensora, mesmo sendo uma questão utópica, encontros onde proporcione possibilidades de se discutir o tema, com diversos órgãos dos poderes constituídos , são de extrema relevância na busca de meios e soluções buscando sempre o combate a violência e a conscientização das mulheres quanto ao medo de denunciar o agressor, tendo a consciência plena de seus direitos e a possibilidade real de abrir mão de um relacionamento abusivo ou de uma relação tóxica que pode acarretar danos relativamente maiores .
Por fim a Vereadora, Psicóloga e Procuradora da Mulher, Simone Vargas Lunkes (PDT) agradeceu a todas as autoridades presentes no evento, de forma especial as representantes do Ministério Público e Defensoria Pública, pela oportunidade de compartilhar experiências e debater o assunto da violência contra a mulher e prevenção ao feminicídio, reforçando a importância de todas as esferas de poder, frente a esta problemática. Segundo Simone este é um tema onde há ainda muito a ser debatido e aprimorado, destacando que eventos como este são de extrema relevância , para que as temáticas que foram discutidas cheguem a quem realmente precisa que são as mulheres santo-angelenses fazendo desta preocupação a verdadeira essência da Procuradoria da Mulher no Legislativo, que tem por missão primordial a defesa dos direitos da mulher na sociedade e a proteção da vida, da dignidade e do respeito para com as mulheres vítimas de violência.
Estiveram presentes no encontro, a Vereadora, Psicóloga e Procuradora da Mulher, Simone Vargas Lunkes(PDT), Gilberto Corazza (PT), Vereadora do Município de Entre- Ijuìs, Yasmin Prestes (MDB), Promotora de Justiça, Dra. Fernanda Broll, Defensora Pública, Dra. Angelita Maders, Delegada, Luciana Cunha, Delegada Titular da Delegacia da Mulher, Elaine Maria da Silva, Representando a subseção Local da OAB, Dra. Raquel Margutti, representando o Presídio Regional de Santo Ângelo, Psicóloga, Katrin Isabeli Dreschler Corrêa, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Patrícia Siqueira, Coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Ten. Márcia Ruschel, Comandante do 7° RPMON, Major Enísio Vasconcelos, autoridades locais, lideranças e pessoas da comunidade.